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Perguntas e respostas sobre Pré–Eclâmpsia


Introdução - Rastreio Pré- Eclâmpsia

A Pré-Eclâmpsia é uma doença que começa a ocorrer no início da gravidez.

O seu diagnóstico é baseado em sinais e sintomas e apenas possível quando a doença se manifesta.

O Rastreio Pré-Eclâmpsia 1º trimestre permite a identificação precoce de uma gravidez com elevado risco para Pré-Eclâmpsia.

No artigo que se segue procuramos responder às questões mais frequentes sobre a Pré-Eclâmpsia.

Se tiver alguma questão adicional envie-nos um email para prenatal@cm-lab.com ou ligue para 800 209 498. Adicionalmente aconselhamos a leitura do artigo sobre o teste Rastreio pré-eclâmpsia.

Germano de Sousa Pré–Eclâmpsia


O que é a Pré-Eclâmpsia?

A Pré-Eclâmpsia é uma doença que começa a ocorrer no início da gravidez, é caracterizada por: Hipertensão de novo> 140/90mm/Hg (aumento da pressão arterial); Proteinúria (> 0.3 g/24 horas) (libertação das proteínas na urina) e edemas de início recente.

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O que é a Eclâmpsia?

A Eclâmpsia é uma patologia associada à gravidez que decorre de disfunção do leito uteroplacentar, com remodelação das artérias espirais e com deficit hemodinâmico, levando a vasoconstrição, agregação plaquetária, e hipercoaguabilidade.

É uma complicação muito grave da gravidez que se caracteriza pelo aparecimento de convulsões, é precedida pelo aumento da albuminúria, hipertensão arterial, edemas, oligúria, vertigens, zumbidos nos ouvidos, cefaleias persistentes, fadiga, sonolência e vómitos. A ocorrência desta doença pode provocar complicações mortais para o feto e para a mãe.

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Em que período da gestação pode surgir a Pré- Eclâmpsia?

As manifestações clínicas apenas ocorrem no 2º/3º trimestre.
É mais comum a Pré-Eclâmpsia manifestar-se depois das 20 semanas de gestação, pode subdividir-se em Pré- Eclâmpsia Precoce se surgir com menos de 34 semanas, Pré-Eclâmpsia Intermédia se surgir entre as 34 e 37 semanas, quando se manifesta depois das 37 semanas denomina-se Pré-Eclâmpsia Tardia.

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Como fazer o diagnóstico da Pré-Eclâmpsia? Quais os sintomas e sinais da Pré-Eclâmpsia?

O Diagnóstico da Pré-Eclâmpsia (PE) é baseado em sinais (hipertensão, taquicardia e taquipneia, crepitações ou síbilos na auscultação, déficit neurológico (sinais focais), hiperreflexia, petéquias, hemorragias intracranianas, edemas generalizados) e sintomas (cefaleias, perturbações visuais, amnésia, convulsões, ansiedade, dor abdominal).
O diagnóstico só é possível quando a doença se manifesta.

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O que é o Rastreio Pré-Eclâmpsia do 1º trimestre?

O Rastreio Pré- Eclâmpsia do 1º trimestre permite a identificação precoce de uma gravidez com elevado risco para Pré-Eclâmpsia e aumenta a probabilidade de um melhor prognóstico para esta gravidez.

O Rastreio da Pré-Eclâmpsia implica a obtenção de uma estimativa do risco de que a doença se desenvolva, antes que qualquer sinal ou sintoma apareça.

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Quais os fatores que devem ser considerados para o Rastreio Pré-Eclâmpsia do 1º trimestre?

O Rastreio Pré-Eclâmpsia do 1º trimestre vai considerar essencialmente 4 fatores, a História Materna, os Marcadores Biofísicos, os Marcadores Ecográficos e os Marcadores Bioquímicos.

  • A História Materna deve considerar a História prévia ou familiar de Pré-Eclâmpsia, a paridade , procriação medicamente assistida , diabetes mellitus, a etnicidade, as idades reprodutivas extremas (<18 anos; > 37 anos).
  • Os Marcadores biofísicos são considerados o Index de Massa Corporal (IMC) e a Pressão Arterial Média (MAP).
  • Os Marcadores ecográficos, o Index de Pulsatilidade da Artéria Uterina (uA-PI).
  • Os Marcadores bioquímicos são a Proteína A plasmática associada à gravidez (PAPP-A) e Fator de Crescimento Placentar (PlGF).

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Quando deve ser realizado o exame bioquímico?

O doseamento bioquímico da PAPP-A e de Fator de Crescimento Placentar (PlGF) deve ser feito às 10-13 semanas + 6 dias de gestação.

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Qual a taxa de deteção no rastreio Pré-Eclâmpsia do 1º trimestre?

Ao combinar os marcadores biofísicos, ecográficos e bioquímicos, obtém-se uma taxa de deteção de 93%.

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Quanto tempo para entregar o resultado do Rastreio Pré Eclâmpsia?

Após a realização da colheita de sangue, o boletim de resultados com o cálculo de risco de Pré- Eclâmpsia será enviado diretamente para o médico prescritor em 24h após chegada da amostra ao laboratório.

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O que é a PlGF (Placenta Growth factor) - fator de crescimento placentar?

A PlGF é produzida pela placenta é um fator angiogénico, atuando como vasodilatador que aumenta o diâmetro das artérias existentes.

Níveis baixos de PlGF contribuem para a disfunção vascular, que é um dos sintomas da Pré-Eclâmpsia. A PlGF está diminuída numa elevada % de gravidezes que evoluem para Pré-Eclâmpsia. Esta redução é mais marcada no 1º Trimestre.

A PlGF é o marcador ideal para o rastreio precoce do risco de Pré-eclâmpsia.

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Que complicações maternas podem ocorrer na Pré-Eclâmpsia?

São várias as complicações maternas que podem ocorrer na Pré Eclâmpsia, como lesões neurológicas permanentes, insuficiência renal, risco aumentado de hipertensão essencial, descolamento prematuro de placenta normalmente inserida (DPPNI), pode ocorrer a morte, recorrência em 25% das gravidezes.

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É frequente as mulheres gravidas terem Pré-Eclâmpsia?

A prevalência da pré-eclampsia em Portugal atinge os 2 % das gravidezes.

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O que pode suceder se não for diagnosticada a Pré- Eclâmpsia?

A pré-eclâmpsia se não for diagnosticada progride para a síndrome HELLP.

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O que é a Síndrome de HELLP?

Síndrome HELLP é uma complicação obstétrica com risco de morte.

HELLP é a abreviação dos três principais elementos da síndrome

  • Hemólise
  • Enzimas Hepáticas (Liver) Elevadas
  • Plaquetas Baixas (Low)

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Há pessoas mais propensas à Pré-Eclâmpsia?

É mais frequente nas primeiras gravidezes e nas mulheres que já têm a tensão arterial elevada ou que sofrem de um problema nos vasos sanguíneos.

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Os recém nascidos de mulheres com Pré-Eclâmpsia podem ter problemas?

Sim, os recém-nascidos de mulheres com pré-eclâmpsia têm 4 a 5 vezes mais probabilidades de ter problemas pouco depois do parto, do que os de mulheres que não sofram dessa doença. Normalmente os recém-nascidos são pequenos porque a placenta não funcionou bem ou porque são prematuros.

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Depois do bebé nascer o que pode acontecer à mãe?

Normalmente, depois do parto a pressão arterial regulariza, mas pode levar algumas semanas.

Nas primeiras 48 horas a seguir ao parto a pressão da mãe é monitorizada, deve continuar a controlar a pressão durante o período que se segue.

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Qual o tratamento para a Pré-Eclâmpsia?

Não existe tratamento específico para a Pré-Eclâmpsia, deve fazer-se repouso, controlar a hipertensão arterial, fazer o controlo das convulsões e a prevenção da sua recorrência. O tratamento definitivo é o nascimento do feto e a extração da placenta.

A Pré-Eclâmpsia não reage aos diuréticos nem às dietas de baixo teor em sal.

É importante que faça repouso e um controlo apertado da tensão arterial no âmbito das consultas de vigilância.

Em caso de Pré-Eclampsia grave, deve-se proceder à hospitalização da paciente, com vista a avaliar-se a situação e decidir a terapêutica mais adequada.

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O que deve fazer para evitar uma Pré-Eclâmpsia?

Não existe forma de evitar uma Pré- Eclâmpsia, deve-se ter atenção ao questionário e à história familiar da grávida, aos seus potenciais sintomas. Avaliar com regularidade a pressão arterial, fazer uma avaliação qualitativa da amostra da urina.

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Se teve Pré-Eclâmpsia durante a primeira gravidez , existe risco de ter novamente?

É mais frequente a Pré-Eclâmpsia nas gravidezes múltiplas, em grávidas com mais de 35 anos e em presença de doenças do sistema imunológico.

O risco de ter Pré-Eclâmpsia numa segunda gravidez é muito mais baixo do que na primeira gravidez.

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Caso pretenda obter mais informação, consulte a área das Doenças - Artigo Rastreio pré-eclâmpsia

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